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Ilustração - Celia Calle


Uma das...

25.05.18

... das coisas boas de se viver numa zona rural é poder estar mais próximo de fenómenos da natureza que vivendo numa cidade nos passam completamente ao lado. Ontem à noite, quando voltava a pé pela beira da estrada que liga a casa da minha mãe à minha, olhei para um pequeno descampado e fiquei deslumbrada com o que vi, tentei filmar o melhor que pude, mas o vídeo não faz a mínima justiça ao espetáculo que se me apresentava. Nunca tinha visto uma coisa assim, milhares de pirilampos que mais pareciam uma chuva de purpurinas sobre a vegetação. Gosto muito de observar insetos na sua generalidade, mas os pirilampos sempre me fascinaram e eu nunca tinha visto um grupo assim tão grande, foi verdadeiramente maravilhoso de se ver.

Tenham paciência, nos primeiros 20 segundos do vídeo só vão ver escuridão e ouvir cães a ladrar, porque tarde me apercebi que ao longe a câmera não captava nada, pus o zoom no máximo mas apenas consegui captar um décimo que os meus olhos vislumbravam, lamento tanto, mas foi o que se arranjou.

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publicado às 07:32

Sou uma...

23.05.18

... pessoa normal, ou pelo menos eu acho que sou. E como uma pessoa normal, uso a internet tanto para escrever tretas aqui na chafarica, como para vadiar na redes sociais. Já não sou uma pessoa normal quando quebro tudo o que é corrente, mesmo sob a ameaça de me nascerem furúnculos nas plantas dos pés. E perguntam vocês, Quarentona, o anormal não é partilhar essas correntes acreditando piamente que se não o fizeres vais espoletar a 3.ª Guerra Mundial? Pois é, meus caros, avaliando pela quantidade de correntes que me chegam, então eu é que sou anormal. Agora que penso nisso... Trump... Coreia do Norte... Irão... armas nucleares... olhem, já não sei! Adiante, isto tudo para vos dizer que me chegou recentemente uma corrente que não quebrei e espero sinceramente que também chegue a cada um de vocês e que não a quebrem também...

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Juro que não foi pelos 10 de azar, mas porque me levou a pensar que bebendo diariamente uma média de dois cafés, serão perto de 50 copinhos de plástico por mês, 600 por ano... 600 copos por ano! Dá que pensar, não dá? De qualquer das maneiras, eu já me livrei de 10 anos de azar!

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publicado às 07:43

Chego na...

08.05.18

... sexta-feira à casa da minha mãe para jantar, o puto apressa-se a dizer-me que tem uma surpresa para o dia da mãe.

No regresso a casa, entro na garagem e dou-me com isto...

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... ia-me dando uma coisinha má e preparava-me para esmagar com beijos as bochechas dos homens lá de casa quando me despejaram um balde de água fria em cima do entusiasmo, o carro é de um cliente do vizinho mecânico que pediu para o guardar na nossa garagem por uns dias.

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publicado às 07:47

Preparava a...

04.05.18

... lancheira para mais uma deslocação a Lisboa, iogurtes, queijinhos, fiambre, gelatinas, frutos secos e chá (hábito que me ficou da dieta prescrita pela nutricionista), no entanto, desta vez teria que levar mais uns extras: a tonelada de drogas que, mais uma vez, o meu otorrino “dealer” me fez comprar na passada segunda-feira. Lancheira atestada, fui duas ou três vezes à chaminé da cozinha tentar memorizar o plano de toma dos químicos que lá está afixado. O puto que reparou nas minhas tentativas patéticas, soltou do alto dos seus 11 anos “porque é que não tiras uma fotografia?”

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Estou seriamente a pensar em marcar uma consulta de desenvolvimento... para mim! Preciso de uma avaliação urgente ao meu QI, estou desconfiada que encolheu... olha! Só agora reparo na ironia de ter o Van Gogh a sustentar uma prescrição de um otorrino...

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publicado às 07:35

Às vezes...

27.04.18

... gostava de ser outra pessoa, ou melhor, gostava de ter um feitio diferente. Sou uma fraca nalguns aspetos, muito embora a imagem que passo seja o oposto, a verdade é que sou uma fraca. Ontem passei por um carro estacionado, lá dentro com as janelas abertas, falava ao telemóvel um homem de uma forma muito exaltada, contudo firme e assertiva “não quero saber, tens que me dar pelo menos 50 euros por mês!” Imagino que estivesse a falar com alguém que lhe deve dinheiro e desejei ser assim também com quem me deve, mas não sou capaz... e tenho pena porque o dinheiro dava-me tanto jeito, o que tenho para aí a voar dava para ir à Holanda conhecer a minha sobrinha, passar umas belíssimas férias num local paradisíaco e ainda me sobrava dinheiro. O problema é que sinto-me horrivelmente envergonhada só com a ideia de ter que pedir a quem me deve...

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publicado às 07:28

O meu...

24.04.18

... utilitário útil está na 3.ª idade já avançada, o coitadinho, apesar de ainda estar em muito boa forma, não vai tardar em suplicar por cuidados paliativos. Eu já lhe expliquei que esse tipo de cuidados são muito dispendiosos, para além de que pode apanhar um cuidador maldoso que lhe poderá por um anestesiante qualquer no tanque de combustível para lhe roubar peças que ainda possam ser aproveitadas, depois acorda sozinho e abandonado numa sucata qualquer sem os pneus que são novos, sem o radiador que é novo e sem a ventoinha que também tem idade para ser sua bisneta. Ele parece que me entende e de capicua a capicua, lá vai andando feliz por ainda me servir.

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E eu mais feliz ainda por não ficar apeada.

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publicado às 07:28

Há dias...

13.04.18

... fui almoçar a um centro comercial, o que é aliás bastante usual, gosto de me torturar a seguir ao almoço quando vou ver tudo aquilo que não posso comprar. Foi num desses passeios de loja em loja que me cruzei com uma antiga colega de liceu que já não via há quase trinta anos, reconheci-a de imediato porque a sua fisionomia não mudou muito e também porque ela foi das colegas com quem melhor me dei, tendo por isso ficado na minha memória. O nosso reencontro não demorou mais do que o tempo que demora duas pessoas, caminhando em direções opostas, se cruzarem e, dizendo um breve “olá”, seguirem a sua vidinha. Eu só a vi nesse exato momento e apercebendo-me que ela não iria parar, respondi ao cumprimento da mesma maneira e também segui caminho. Mas não pude deixar de ficar a pensar na razão que leva uma tipa depois de tantos anos e que foi tão minha amiga não ter parado por cinco minutos para trocar algo mais do que um simples “olá”. Mais ainda, avaliando pela velocidade com que me reconheceu (sim, porque eu mudei imenso nestes 30 anos) percebi que não deu por mim naquele preciso momento, tenho a certeza de que já me estava a topar há imenso tempo. Bom, provavelmente subiu tanto na vida que agora já não priva com a ralé.

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É tão triste ser-se pobrezinha... de espírito!

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publicado às 07:25

Desde que...

09.04.18

... tomou conhecimento da abertura de um café com gatos em Coimbra, que não se calou enquanto não o levei lá...

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No fim, disse-me que queria voltar. Perguntei-lhe para quê, se tinha um gato em casa? “Ali os gatos são muito mais meiguinhos”... é oficial, tenho um filho Cat Lover e um Preto dum Cabrão!

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publicado às 07:42

Pelos vistos...

04.04.18

... não fui só eu que ouvi nas notícias que quanto mais cedo entregasse a declaração de IRS, mais depressa seria reembolsada, estamos desde anteontem a tentar aceder ao site das finanças e... gri... gri... gri... (juro que ouvi um grilo...)

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Estão sempre a avisar-nos para não deixarmos tudo para a última e agora que uma gaja (que até está assim meio a precisar de uma injeção de capital urgente) decide fazer a coisa a tempo, vem um senhor secretário de estado dizer ah e tal, não deixem para a última, mas também não venham já todos a correr... ó porra, vocês decidam-se!

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publicado às 08:09

Considero-me...

28.03.18

... uma gaja com alguma inteligência, não tanta quanto desejaria, mas alguma. No entanto, sou uma sumidade da burrice quando o assunto é orientação. Se alguém quiser ver-se livre de mim, é só levar-me para o centro de uma cidade onde nunca tenha estado, onde ninguém fale qualquer língua que eu entenda, sem dinheiro e sem telemóvel, é certinho que nunca mais encontrarei o caminho para voltar. Ora, na semana passada tive mais uma aventura ao volante em Lisboa e mais uma vez, um trajeto em que deveria demorar pouco mais de 10 minutos, levei quase uma hora... o objetivo era ir de Alcântara até ao Estádio José de Alvalade. Como sou alérgica ao GPS, procuro guiar-me pelas placas de orientação (ajuda imenso o facto de ainda conseguir ver muito bem ao longe) e estudo previamente no Google Maps o melhor trajeto para chegar ao meu destino, ainda que muitas vezes fique a olhar para aquilo como um burro para um palácio. De Alcântara até ao Eixo Norte-Sul foi como limpar o cu a meninos, pronto... confesso, faço esse trajeto todas as semanas para voltar para casa. O pior foi depois, sair do Eixo para ir para Campo Grande foi, de facto uma odisseia, desde perder a saída e sair para Entrecampos, ter ido dar uma volta pelo campus universitário e, sem saber como, retomar o Eixo Norte-Sul, atrás da saída para Campo Grande. Ora lá fui outra vez, desta vez com mais atenção... acertei na saída devida e consegui passar por baixo da 2.ª Circular mesmo em frente ao Estádio, mas o Estádio era apenas um ponto de referência porque não era para lá que eu queria ir... depois de duas voltas inteiras em que quase pude contar os azulejos que decoram o ninho dos verduscos, entrei numa zona residencial onde só ia dar a becos sem saída. O que me valeu é que, apesar da minha desorientação natural, nunca me desnorteei, olhei para o mostrador do combustível e como vi que tinha o suficiente para andar às voltas a noite inteira, não paniquei e ainda cheguei a horas de jantar à casa dos meus amigos que me aguardavam.

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publicado às 07:47


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