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Ilustração - Celia Calle


O melhor...

18.09.18

... do ano foi conhecer pessoalmente a minha sobrinha. Bem sei que o ano ainda não acabou, mas muito dificilmente haverá acontecimento capaz de superar a sensação de abraçar, de cheirar, de afagar e beijar a primeira filha do meu único irmão. Eu já tenho sobrinhos, mas são todos filhos dos irmãos do meu marido, adoro-os, mas de facto, não há comparação possível, o meu sangue também lhe corre nas veias. Ela está longe, longe demais e por isso é que só agora é que tive a oportunidade de a ter nos braços. E foi tão boooommmmm! Agora é só esperar pouco mais de dois meses para poder voltar a deliciar-me.

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publicado às 07:59

Felicidade é...

25.06.18

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... passar a noite mais longa do ano na companhia de quem mais amamos.

Há muito que não passava uma noite quente de verão tão animada, já tinha saudades e estava mesmo a precisar, acreditem.

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publicado às 07:47

A melhor...

19.03.18

... prenda de aniversário que recebi foi...

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... a filha do meu irmão! Tenho uma montanha de sobrinhos que adoro, mas são todos meus sobrinhos por afinidade, digam o que disserem, um sobrinho que partilha os nossos genes é completamente diferente, por isso sinto-me oficialmente tia e muito feliz!

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publicado às 07:39

... sabe lidar com os petizes. Este fim de semana, uma prima minha casou-se pela segunda vez, por isso tenho 3 segundos primos fruto do seu primeiro casamento, ora, estava eu refastelada num sofá no local da boda, quando passa por perto o meu primito mais novo...

"Anda cá, Francisco, senta-te aqui ao pé de mim, vamos conversar."

"Sabes falar sobre futebol?"

"Eeeerrr... pouco..."

"Eu também! E trampolins? O que sabes sobre trampolins?"

"Hã?... Nada..."

"Pois... o que eu gostava mesmo era de conversar com quem soubesse falar de trampolins."

A Quarentona achava que sabia lidar com a criançada e entretanto ficou mestre em meter a viola no saco e deixar a canalha em paz!

 

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publicado às 08:08

Percebo que...

25.01.17

... não tenho uma relação "mimimi" com a minha mãe quando vejo que ela é minha "amiga" no Facebook e não comenta, não partilha e não faz "gosto" num único post meu... fico também a perceber de quem herdei o feitiozinho de merda quando faço exatamente o mesmo em relação a ela, não por vingança, mas por não sentir necessidade de mostrar ao mundo o quanto eu e ela temos uma relação "mãe e filha" tão cheia de corações, flores e borboletas que, de facto, não temos! Por isso, malta que regularmente vem aqui me visitar e deixa sempre palavras que me mimam (que eu adoro e agradeço do fundo do coração) entendam que se eu não sou recíproca não é uma questão de defeito, é mesmo feitio... da mesma forma que eu não duvido do amor da minha mãe por mim, não deveis duvidar também do apreço que vos nutro.

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publicado às 07:22

Depois de...

28.09.15

... um fim de semana dos infernos, até ergo as mãos ao céu pela chegada da segunda-feira... sim, porque a vida da Quarentona não é só rosas, putas e vinho verde!!!

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publicado às 09:38

Eu já!

17.09.15

Já há algum tempo que ando para postar sobre este assunto, vou aproveitar o desafio proposto pela Mula e desabafar-vos que eu já perdi dois filhos durante a gestação! É tão somente um episódio sombrio da minha vida. Já passou mas deixou marcas profundas...

Deixo-vos a descrição de como tudo se passou, o que vivi nesses tempos conturbados, o que senti e sobretudo as lições que daí retirei, na esperança de que o meu testemunho dê algum conforto e alento a alguém que passe pelo mesmo, porque nestas coisas achamos sempre que estamos sozinhas no mundo...

Casei-me no dia 2/2/2002, uma data escolhida de propósito para nunca mais ser esquecida! Mas existem duas datas na minha vida que foram escolhidas pelo destino e que ficaram gravadas na minha alma e no meu coração até o fim dos meus dias… O dia 4/10/2004 e o dia 26/06/2005.

Em Maio de 2004 deixei de tomar a pílula e como pensei que não ia engravidar imediatamente, nem me preocupei muito com a contagem dos ciclos menstruais. Em Agosto o período faltou-me e em Setembro veio o teste positivo, estava grávida!!! Como era evidente, foi a felicidade total na família, o 1.º filho, 1.º neto e 1.º sobrinho, todos estavam radiantes.

Fui ter com a minha médica de família para me seguir na gravidez e escolhi a Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra para ter o meu filho. Contrariamente ao que eu tinha imaginado, andava muito bem, sem enjoos, sem nada que me fizesse lembrar que estava grávida.

No dia 30/09/2004 recebi uma carta da Maternidade para ir à pré-consulta no dia 4 do mês seguinte. Na consulta, a médica perguntou-me quando é que eu tinha sido menstruada pela última vez, eu como não apontei o dia (tal era a despreocupação) disse que não sabia ao certo, mas que tinha sido no final de Julho. Quando estava a observar-me disse que eu ia fazer uma ecografia ainda nesse dia, eu perguntei-lhe se a 1.ª ecografia não era apenas perto das 12 semanas, ela disse que sim, mas como eu não sabia a data da última menstruação, esta eco serviria para apurar a idade gestacional. Que emoção, senti uma alegria imensa, sem contar, eu ia fazer a minha primeira ecografia, ia conhecer o meu feijãozinho mais cedo que esperava!

O exame seria feito noutra sala com outro médico, saí da consulta com um papel na mão e fui então fazer o ultra-som, se me tivessem tirado uma fotografia naquele momento, teria ficado com um sorriso de orelha a orelha, estava felicíssima!!! Começada a eco, o médico disse logo que havia alguma coisa que não estava bem... fiquei muda na expectativa, o que seria meu Deus? Ele continuou, "O saco amniótico está quase vazio", na minha cabeça nem passou a hipótese de que o embrião não podia sobreviver nestas condições, quanta ingenuidade… pensei, "Pronto, há um problema mas com o devido tratamento tudo se resolve!", o meu optimismo desapareceu quando ele disse "Perdeu algum sangue nos últimos dias? Não? Então vai perder nos próximos, porque este embrião está morto!" (estaria entre as 6 e 7 semanas) Nem podia crer naquilo que acabara de ouvir, fiquei tão atónita que a minha única resposta e reacção foi dizer “Está bem!” levantei-me da marquesa e comecei a vestir-me…e de repente fiquei completamente muda, começando aos poucos a tentar raciocinar, mas porquê? Se eu estava bem, se estava tudo bem, se não havia perdas de sangue, se não sentia nada, nem uma dorzinha sequer???? Saí com o relatório na mão para entregar à médica que me atendeu no início da manhã, pelo caminho ainda liguei ao meu marido e dei-lhe a triste notícia pelo telefone, não chorei, ainda não estava em mim!

As primeiras lágrimas surgiram quando a senhora que ajuda a médica nas consultas me pediu para lhe devolver os prospectos onde estão descritos os cuidados a ter durante a gravidez e que me havia dado antes de ir fazer a ecografia, dizendo-me que eu não iria mais precisar deles! Devo dizer que tanto essa senhora, como a médica que ela assistia foram muito delicadas comigo e acho que até lhes vi os olhos marejados!

Ainda questionei se não teria havido algum engano da parte do médico que me fez o exame… mas não houve! Fiquei internada nesse mesmo dia para fazer a expulsão, o que não aconteceu com a ajuda dos comprimidos, tive que fazer curetagem! Deram-me 3 meses de intervalo para voltar a tentar!

O que mudou em mim depois da perda? Muita coisa, a começar pelo meu desejo de ser mãe… confesso que a maternidade nunca tinha sido um objectivo primordial na minha vida… até àquele momento, a partir dali ter um filho tornou-se quase uma obsessão, era como se eu tivesse necessidade de provar a mim própria que conseguia ser mãe, não houve pressões externas nesse sentido (pelo menos sentidas conscientemente!), a pressão vinha dentro de mim, era muito importante eu conseguir logo uma nova gravidez! Os meses seguintes foram muito cinzentos, eu que era uma pessoa super bem disposta, sempre a rir, ninguém me reconhecia! Chorava por tudo e por nada, irritava-me facilmente e tornei-me mais calada. Então, a partir de Fevereiro 2005 comecei a apontar os meus ciclos menstruais e toca a treinar, mais uma vez não demorou muito a ficar grávida, o meu último período foi no dia 18 de Abril. Após o teste positivo, lá fui eu ter com a minha médica de família, que me disse que desta vez quem me iria seguir na gravidez seria a maternidade devido ao que aconteceu. Passou-me a carta e nesse mesmo dia fui entregar à Maternidade Bissaya Barreto, ficando a aguardar que me chamassem para a 1.ª consulta. A aguardar... quem disse que conseguia esperar fosse o que fosse, comecei a entrar num stress brutal, só me vinha à cabeça que o meu bebé podia estar morto, não dormia de noite, as pessoas notavam na minha cara que andava em pânico, andava numa aflição tal que ia de 10 em 10 minutos à casa de banho para ver se havia perda de sangue, o corrimento normal deixava-me numa ansiedade enorme… enfim a minha angústia tornava-se insuportável!!!! Tinha medo de dizer às pessoas que andava muito aflita, porque toda a gente me dizia que eu era tola e que devia me acalmar porque podia estar a fazer mal ao meu bebé, mas não me perguntem porquê, eu tinha a certeza que tudo se iria repetir… por isso sofria em silêncio para não enfrentar olhares e comentários inquisidores!

E a Maternidade nunca mais me chamava... num dos meus ataques de pânico, porque deixava de sentir sintomas de gravidez, confidenciei a uma amiga e colega de trabalho que achava que o meu bebé já estava morto, e ela obrigou-me a ir às urgências, fomos... eu que morria de medo de fazer a eco… lá a fiz e apenas se via um saquinho, não dava para ver o embrião por estar de tão pouco tempo, passaram-me Uterogestan e mandaram-me voltar dali a 15 dias, para confirmar se a gravidez era evolutiva ou não. Ainda sem ser chamada para a 1.ª consulta, lá voltei às urgências como me mandaram e mais uma vez o medo da ecografia, mas “voilá”, ouvi o coraçãozito do meu bebé pela 1.ª vez, foi uma felicidade imensa, nem sei descrever o que senti, foi tão emocionante que chorei de alegria e voltei para casa mais confiante! Confiança essa que apenas durou uma noite, no dia seguinte, voltava tudo ao mesmo, o meu instinto de mãe gritava-me que iria perder o meu filho mais uma vez, era horrível e eu andava totalmente desgastada… Falei com o meu marido e disse-lhe que já não aguentava mais, não me importava de pagar fosse o que fosse, mas eu tinha que ser vista por um obstetra o mais rápido possível! No dia seguinte, dia 26/06/2005 fomos à consulta do Dr. Loureiro em Coimbra, médico brilhante diga-se de passagem, que na consulta me acalmou, me disse que as minhas hipóteses de voltar a sofrer um aborto eram iguais às de uma mulher que nunca o sofreu, que estava tudo bem comigo, que não havia razão nenhuma para voltar a acontecer! Fiquei mais calma e passámos à sala da ecografia, uns minutos após começar a eco, olhei para a cara do médico e percebi de imediato que tinha perdido o meu filho, tudo se repetia, mais uma vez sem qualquer sinal de que alguma coisa não estava bem, nem sangue, nem dores, nem nada... Desta vez chorei, desta vez tive a companhia do meu marido, chorámos os dois... e no dia seguinte fui internada para a expulsão, que tal como na 1.ª vez não aconteceu, novamente curetagem! Estranhamente, senti uma espécie de alívio, porque eu não andava bem, era impossível andar 9 meses naquele pânico, além de que o Dr. Loureiro me garantiu que não iríamos esperar por um 3.º aborto para fazer os exames de despistagem de algum problema, isso me descansou, porque o que eu mais temia era que houvesse algum problema que me impedisse de levar uma gravidez até ao fim! No final de Setembro e após ter feito todos os exames e mais algum, concluiu-se que não havia problema algum, poderia começar a tentar de novo de imediato, o que fiz! No dia 26/10/2005, fui a uma nova consulta do Dr. Loureiro, desta vez para confirmar nova gravidez!!!!! Mas desta vez muito mais controlada, porque tinha o resultado dos exames e porque tinha total confiança no meu médico que pacientemente me fazia ecografias de 15 em 15 dias devido à minha ansiedade, que tinha forçosamente de controlar!!! Pois bem, dessa gravidez muito sofrida, muito receosa, porque quem passa por estas experiências nunca mais consegue viver uma gravidez, tranquila, serena, cheia de paz e alegria como deveria ser, nasceu o João lindo de morrer, hoje com 26 meses cheios de saúde, e que é a luz do meu viver!!!! Por isso, também eu sou uma prova de que é possível se lutarmos sempre até ao fim, nunca desistirmos e sobretudo ter muita fé de que é sempre possível se acreditarmos com todas as nossas forças!!!!!

Este testemunho foi publicado num livro, juntamente com mais algumas dezenas idênticos para que se dê a conhecer o drama da perda gestacional que a Sociedade ainda desvaloriza... Sobrevive-se a isto, mas a gravidez nunca mais é olhada da mesma forma.

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publicado às 11:39

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... ou a prova de como a loucura é contagiante :))))

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publicado às 09:52


Moi!

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