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Ilustração - Celia Calle


Ao fim de...

19.10.18

... 17 anos anos, a malta reuniu-se e a parvoíce continua exatamente a mesma. Coimbra tem destas coisas...

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 Eu não bebi traçadinho, não gosto e nunca gostei, ou é vinho, ou é gasosa, agora cá misturas... mas foi tão bom reviver os tempos boémios que Coimbra oferece de forma tão generosa, assim mesmo, à antiga como a Tasca da Ti Ermelinda, lugar de passagem obrigatória da estudantada.

publicado às 08:27

Ando...

09.10.18

... práqui mais enjoada que uma grávida. Fui na sexta-feira passada, como vem sendo habitual, picar o ponto às noites da latada. Não pensem vocês que o faço apenas e só num acesso de revivalismo para me sentir mais jovem do que sou, nada disso, quando lá vou, vou com o propósito de ver a atuação de algum artista que me interessa deveras ver, desta vez fui ver o originalíssimo Conan Osíris, do qual sou fãzérrima. Claro que o saudosismo também me dá um empurrãozinho, mas não tenho quaisquer ilusões, uma vez que já nada me sabe ao que sabia. Bom, lá fui ver então o genial rapaz acompanhada do Gajo e de mais um amigo e quando estes me estendem o belo do copo de cerveja, tento declinar alegando que não queria ficar com vontade de fazer xixi de modo a evitar entrar naqueles WC que me enchem de nojeira, longe de imaginar que já estaria a prever um dos episódios mais repugnantes da minha vida. Ora, a carne é fraca e a sede é fodida, pelo que a seguir a esse copo vieram mais uns quantos que entretanto deixei de contar, atrás deles veio a tão temida vontade de mudar a água às azeitonas e lá fui eu, munida de lenços de papel suficientes para fazer uma prévia limpeza às bordas da latrina e a devida higienização do pipi após o chamamento da natureza. Aquela porra (entenda-se WC) tinha um género de prateleira, onde achei que ficaria mais seguro o meu telemóvel que trazia no bolso de trás das calças para que estivesse sempre a postos para os meus registos audio-visuais do evento, e eis que quando estou a baixar as calcinhas para me aliviar ouço um "poc" seguido de um "splash"... gelei e olhei a medo para a prateleira... aquele que lá tinha deixado, não estava mais... olhei para o chão e nada, olhei para todo lado até me convencer que o único sítio onde poderia estar era... nesse mesmo, no fundo da latrina imunda... meus queridos, não perguntem como fui capaz mas, após longos minutos de hesitação, arregacei a manga do casaco, tirei os anéis e relógio e enfiei a minha rica mãozinha, coitadinha, que ainda sinto vontade de amputá-la, naquela imundície que nem quero pensar no que continha. Pesquei o malogrado telemóvel e saí mais agoniada que um pastor serrano em alto mar, obriguei o Gajo e o nosso amigo a despejar cerveja nas minhas mãos numa tentativa de me livrar daquela sensação de nojo que me invadiu e que persiste em não me abandonar apesar de todos os banhos, esfreganços e desinfeções que já me apliquei desde aí, acreditem que a minha vontade é de me enfiar debaixo do chuveiro de dez em dez minutos, tudo isto para ficar sem o catano do telemóvel que entretanto morreu para o mundo... mais valia tê-lo lá deixado.

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publicado às 08:00

O mal...

18.05.17

... ou bem, depende da perspectiva, de viver em Coimbra é que por mais anos que passem desde o final da minha vida académica, tenho que lá ir todos os anos picar o ponto...

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... é que até parece que o ano não corre bem se não for, as noites do parque são viciantes. E o melhor de tudo é que agora já não tenho que contar os trocos para matar o vício!

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publicado às 07:38

... que lamento imenso na minha pessoa é a minha total inabilidade para desenho e tudo o que sejam artes gráficas. Não consigo, nem nunca consegui, desenhar uma linha reta direita, nem com a ajuda de uma régua, então se for desenho livre... bom, já vi desenhos de crianças de infantário muito mais perfeitos do que o melhor desenho que alguma vez fui capaz de produzir. De maneiras que sou grande admiradora de quem consegue desenhar com a mesma facilidade com que respira e adoro a criatividade inerente a essas pessoas. Todos os anos, a comissão da Queima das Fitas de Coimbra convida todos os que queiram participar a apresentar uma maquete para o Concurso do Cartaz Oficial da Queima das Fitas, cujo o regulamento obriga a que nele constem as cores das faculdades (amarelo para Medicina, vermelho para Direito, azul claro e branco para Ciências e Tecnologias, azul escuro para Letras, roxo para Farmácia, vermelho e branco para Economia, laranja para Psicologia, castanho e branco para Desporto) e todos os motivos alusivos à Universidade de Coimbra e à sua Praxe Académica (a Torre da Universidade (carinhosamente chamada Cabra), o penico, a moca sem saliências, a tesoura de pontas redondas e a colher de pau da praxe) que deverão estar presentes de forma devidamente visível e integrada no desenho, deverá também representar o lema escolhido para a Queima desse ano. Lembro-me quando estudava que o dia da divulgação do cartaz vencedor era sempre muito empolgante, pois o mesmo para além servir para anunciar a maior festa académica do país, era também adquirido em formato "cromo de caderneta" (selo) para ser colado na parte interior da pasta académica, assinalando assim os anos de matrícula na universidade para memória futura. Eu tenho seis selos colados na minha velhinha pasta (sim, cabulei um bocadinho) uns mais giros que outros, e este ano, ao ver o cartaz vencedor, tive pena de não estar matriculada só para poder incluí-lo na minha pequena coleção.

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"Uma balada com saudade, um até já a esta cidade".

publicado às 07:36

... das escolas públicas versus escolas privadas, estou com um enorme dilema. Se por um lado concordo em absoluto com o ideal que está por detrás da decisão deste governo, por outro lado afeta-me diretamente, e quando isso acontece, é-me oferecida uma visão diferente dos conceitos que tinha como adquiridos! E antes que me caiam em cima, devo dizer que sempre estudei em escolas públicas, sobrevivi e gostei, nada tenho contra o ensino público, quando o mesmo é de qualidade, mas já lá vamos! Isto é como tudo, normalmente, toda a gente concorda com o princípio do "utilizador/pagador", se queres melhores Serviços, paga! Acho muito bem, seja no ensino, seja na saúde, seja nas estradas, seja no que for. Mas, sendo contribuinte (e não é pouco, desconto como se fosse a milionária que na realidade e infelizmente não sou) gostaria de poder escolher a escola pública onde quero matricular o meu filho, da mesma forma que escolho o hospital público onde me vou tratar e a estrada pública por onde circulo (todos sabemos que dentro do que é público e até do que é privado, umas coisas são melhores do que outras). Ora, no caso do ensino, a coisa é ligeiramente diferente, sou praticamente obrigada a matricular o meu filho na escola do agrupamento que está ligado à minha área de residência, acontece que a escola em questão é tão só a pior escola da cidade, aquela que ninguém quer, a mesma que quando eu própria acabei o ensino básico, nem sequer entrou na lista de opções dos meus pais! Li num jornal nacional que essa mesma escola foi dada como exemplo para esta decisão governativa, por a mesma se encontrar praticamente vazia... eu penso que antes de apontar as culpas do seu esvaziamento às escolas privadas, devia-se procurar entender as razões que estão por detrás dessa escola ser desde sempre preterida pelos pais, ver se há soluções que resolvam os problemas a ela associados e se ainda assim ela continuar a não ser escolha, feche-se! De que serve um serviço do Estado se a ele ninguém quer recorrer? O problema não está em ser uma escola do Estado quando sabemos que são imensas as escolas públicas da cidade que estão sobrelotadas e onde é praticamente impossível fazer uma matrícula sem a imprescindível "cunha" e a famosíssima manobra chico-esperta da morada fictícia... acho que vale a pena pensar nisto...

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publicado às 07:42

... aquela que é a maior festa de Coimbra e talvez a maior festa académica do país. E faz 23 anos que tracei a capa negra pela primeira vez, não tenho palavras para descrever a sensação que é participar, pela primeira vez, naquele evento, de estar ali naquela multidão em silêncio, gente de todo o país que magicamente se imbuiu do espírito académico coimbrão, imóveis, tão só a sentir e a acompanhar com o coração a Balada de Coimbra...

... assistir à primeira serenata monumental enquanto estudante, é talvez a recordação mais emocionante que guardo de todo o meu percurso académico... aaaaaahhhh... saudade!

publicado às 07:44

Estava em falta com um dos sítios onde mais gosto de ir encher o bandulho! E quando digo encher o bandulho não estou a exagerar, uma pessoa quase que sai a rebolar do Restaurante Zé Neto, que fica na Rua das Azeiteiras em Coimbra.

Acho que já aqui tinha falado nele, num post sobre açorda que era um prato que abominava até ter provado a que é fabulosamente confecionada nesta casa! Casa que já tem muita tradição na baixa de Coimbra e que agora até "lavou a cara", ficando ainda mais agradável à vista, mas o que nos enche realmente as medidas é o que nos é servido à mesa. Tem uma carta muito variada, mas eu confesso que vou lá só pela Açorda de Coentros que é mesmo de comer e chorar por mais! Assim, e como já começa a ser hábito, convidei a minha doce Genny e lá fomos regalar as nossas barriguinhas!

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Ficou a faltar a sobremesa... o magnífico bolo de bolacha que convém pedir para reservar logo no início da refeição, pois a probabilidade de acabar rapidamente é muito grande, tivemos azar... desta vez! Olha que chatice... vamos ter que lá voltar para fazer a coisa completa, é ou não é, Genny? ;))))

E o melhor de tudo? O preço! Mas esse deixo para vocês descobrirem ;))))

 

publicado às 07:21

Já há muito...

11.04.16

... que Coimbra pedia um centro cultural condizente com o estatuto da cidade. Este fim de semana abriu ao público o Convento de São Francisco, um centro de congressos, espetáculos e exposições, que irá ombrear com o CCB e a Fundação Serralves, não tenho dúvidas nenhumas! Da minha parte, lá estarei para o concerto do portentoso Benjamin Clementine, que será o primeiro de muitos eventos que espero atender neste edifício magnífico e imponente! Já vos disse que me orgulho imensamente da minha cidade?

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publicado às 07:27

... voltei ao lugar onde fui muito feliz, quer seja por felicidade pura, quer seja por estar muito bem regada, ou uma mistura das duas...

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E lá fui ver um mini concerto dos velhinhos Xutos e Pontapés, presença obrigatória em todas as festas académicas de Coimbra (e agora vou dar uma de cota...) no meu tempo, os gajos faziam uns concertos mais longos, ou então era eu que raramente os ouvia sóbria...

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Mas, ainda assim, foi muito bom! Apesar de me sentir num Jardim de Infância, a coisa nem correu mal! O momento alto da noite e que me deixou a pensar: uma ida à casa-de-banho, naqueles caixotes de plástico em que uma gaja entra lá dentro e perde logo a vontade de fazer seja o que fôr... como foi possível eu algum dia ter conseguido aliviar-me no meio daquela imundície com um traje académico vestido, capa enrolada no pescoço e collants a prenderem-me as pernas?!

publicado às 09:47

... que passei alguns dos melhores anos da minha vida, nada mais justo que fazeres parte das minhas tretas!

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Parabéns, Alma Mater :)))

publicado às 17:54


Moi!

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