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Ilustração - Celia Calle


Ora cá está uma fundamentação mais baseada nos aspetos linguísticos do que nos "patrióticos", sim senhor, PDR, gostei!
Vamos por partes, não duvido que tudo isto se tenha iniciado por interesses económicos, por cá as editoras encheram-se muito à custa de ter que reformular todos os manuais escolares, por exemplo! Tudo neste mundo tem um único motor para andar: dinheiro! Como alguém disse muito recentemente, é da vida!
Falas na questão da acentuação, que é precisamente aquela que eu mais critico, se a língua escrita reflete a falada, é natural que se devam manter assinaladas graficamente as vogais tónicas (quando é o caso) e também o seu tipo de abertura, no entanto, sempre existiram palavras que sendo homógrafas, não são homófonas e têm as sílabas tónicas na mesma posição, dou o exemplo que me saiu num exame de linguística: este (pronome demonstrativo) e este (substantivo = ponto cardeal), ambas são palavras graves quanto à acentuação, o que as destingue? Simplesmente o grau de abertura da vogal, e como se destinguem num texto escrito? Contexto! Mas há as que se tornam difíceis de distinguir pelo contexto, daí a necessidade do acento gráfico, exemplo: pára (verbo) e para (advérbio), são estas que me dão reservas...
A língua escrita reflete sempre a falada, mas isso não acontece ao contrário, a escrita surgiu muito depois da comunicação oral e ela surgiu da necessidade do Homem representar graficamente os sons que o seu aparelho fonológico produzia!

Quanto às diferentes "línguas" dentro do mesmo país que referes, não são línguas, são variantes regionais dentro da mesma língua, todo o ambiente histórico-social converge para as diferenciações que existem, quer sejam ao nível do sotaque (que apenas se verifica na oralidade), quer sejam ao nível do vocabulário, o português aí do Brasil tem enormes influências das línguas nativas que já existiam antes dos Descobrimentos, e foi através desta mistura que surgiu o português "açucarado" que falas, o mesmo acontece em todos os outros PALOP (exceto na Guiné Equatorial...)

O AO não uniformiza todo o português falado no mundo, é certo! Nem o podia fazer, teve que haver cedências de todos para se chegar a um consenso, por isso é que se chama "Acordo" ninguém impôs a ninguém uma forma única de escrever, não seria possível...

Bem... para concluir, procupa-me muito mais os anglicismos que estão cada vez mais presentes no português e com os quais não vejo ninguém minimamente preocupado, talvez porque seja "fashion", sei lá... e acho exagerada toda esta celeuma à volta de um Acordo que daqui a 20 anos já ninguém se lembra de quando e como aconteceu... se calhar, nessa altura já todos falamos inglês, ou pelo andar da carruagem, Mandarim...

publicado às 17:24


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