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Ilustração - Celia Calle


Eu já!

17.09.15

Já há algum tempo que ando para postar sobre este assunto, vou aproveitar o desafio proposto pela Mula e desabafar-vos que eu já perdi dois filhos durante a gestação! É tão somente um episódio sombrio da minha vida. Já passou mas deixou marcas profundas...

Deixo-vos a descrição de como tudo se passou, o que vivi nesses tempos conturbados, o que senti e sobretudo as lições que daí retirei, na esperança de que o meu testemunho dê algum conforto e alento a alguém que passe pelo mesmo, porque nestas coisas achamos sempre que estamos sozinhas no mundo...

Casei-me no dia 2/2/2002, uma data escolhida de propósito para nunca mais ser esquecida! Mas existem duas datas na minha vida que foram escolhidas pelo destino e que ficaram gravadas na minha alma e no meu coração até o fim dos meus dias… O dia 4/10/2004 e o dia 26/06/2005.

Em Maio de 2004 deixei de tomar a pílula e como pensei que não ia engravidar imediatamente, nem me preocupei muito com a contagem dos ciclos menstruais. Em Agosto o período faltou-me e em Setembro veio o teste positivo, estava grávida!!! Como era evidente, foi a felicidade total na família, o 1.º filho, 1.º neto e 1.º sobrinho, todos estavam radiantes.

Fui ter com a minha médica de família para me seguir na gravidez e escolhi a Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra para ter o meu filho. Contrariamente ao que eu tinha imaginado, andava muito bem, sem enjoos, sem nada que me fizesse lembrar que estava grávida.

No dia 30/09/2004 recebi uma carta da Maternidade para ir à pré-consulta no dia 4 do mês seguinte. Na consulta, a médica perguntou-me quando é que eu tinha sido menstruada pela última vez, eu como não apontei o dia (tal era a despreocupação) disse que não sabia ao certo, mas que tinha sido no final de Julho. Quando estava a observar-me disse que eu ia fazer uma ecografia ainda nesse dia, eu perguntei-lhe se a 1.ª ecografia não era apenas perto das 12 semanas, ela disse que sim, mas como eu não sabia a data da última menstruação, esta eco serviria para apurar a idade gestacional. Que emoção, senti uma alegria imensa, sem contar, eu ia fazer a minha primeira ecografia, ia conhecer o meu feijãozinho mais cedo que esperava!

O exame seria feito noutra sala com outro médico, saí da consulta com um papel na mão e fui então fazer o ultra-som, se me tivessem tirado uma fotografia naquele momento, teria ficado com um sorriso de orelha a orelha, estava felicíssima!!! Começada a eco, o médico disse logo que havia alguma coisa que não estava bem... fiquei muda na expectativa, o que seria meu Deus? Ele continuou, "O saco amniótico está quase vazio", na minha cabeça nem passou a hipótese de que o embrião não podia sobreviver nestas condições, quanta ingenuidade… pensei, "Pronto, há um problema mas com o devido tratamento tudo se resolve!", o meu optimismo desapareceu quando ele disse "Perdeu algum sangue nos últimos dias? Não? Então vai perder nos próximos, porque este embrião está morto!" (estaria entre as 6 e 7 semanas) Nem podia crer naquilo que acabara de ouvir, fiquei tão atónita que a minha única resposta e reacção foi dizer “Está bem!” levantei-me da marquesa e comecei a vestir-me…e de repente fiquei completamente muda, começando aos poucos a tentar raciocinar, mas porquê? Se eu estava bem, se estava tudo bem, se não havia perdas de sangue, se não sentia nada, nem uma dorzinha sequer???? Saí com o relatório na mão para entregar à médica que me atendeu no início da manhã, pelo caminho ainda liguei ao meu marido e dei-lhe a triste notícia pelo telefone, não chorei, ainda não estava em mim!

As primeiras lágrimas surgiram quando a senhora que ajuda a médica nas consultas me pediu para lhe devolver os prospectos onde estão descritos os cuidados a ter durante a gravidez e que me havia dado antes de ir fazer a ecografia, dizendo-me que eu não iria mais precisar deles! Devo dizer que tanto essa senhora, como a médica que ela assistia foram muito delicadas comigo e acho que até lhes vi os olhos marejados!

Ainda questionei se não teria havido algum engano da parte do médico que me fez o exame… mas não houve! Fiquei internada nesse mesmo dia para fazer a expulsão, o que não aconteceu com a ajuda dos comprimidos, tive que fazer curetagem! Deram-me 3 meses de intervalo para voltar a tentar!

O que mudou em mim depois da perda? Muita coisa, a começar pelo meu desejo de ser mãe… confesso que a maternidade nunca tinha sido um objectivo primordial na minha vida… até àquele momento, a partir dali ter um filho tornou-se quase uma obsessão, era como se eu tivesse necessidade de provar a mim própria que conseguia ser mãe, não houve pressões externas nesse sentido (pelo menos sentidas conscientemente!), a pressão vinha dentro de mim, era muito importante eu conseguir logo uma nova gravidez! Os meses seguintes foram muito cinzentos, eu que era uma pessoa super bem disposta, sempre a rir, ninguém me reconhecia! Chorava por tudo e por nada, irritava-me facilmente e tornei-me mais calada. Então, a partir de Fevereiro 2005 comecei a apontar os meus ciclos menstruais e toca a treinar, mais uma vez não demorou muito a ficar grávida, o meu último período foi no dia 18 de Abril. Após o teste positivo, lá fui eu ter com a minha médica de família, que me disse que desta vez quem me iria seguir na gravidez seria a maternidade devido ao que aconteceu. Passou-me a carta e nesse mesmo dia fui entregar à Maternidade Bissaya Barreto, ficando a aguardar que me chamassem para a 1.ª consulta. A aguardar... quem disse que conseguia esperar fosse o que fosse, comecei a entrar num stress brutal, só me vinha à cabeça que o meu bebé podia estar morto, não dormia de noite, as pessoas notavam na minha cara que andava em pânico, andava numa aflição tal que ia de 10 em 10 minutos à casa de banho para ver se havia perda de sangue, o corrimento normal deixava-me numa ansiedade enorme… enfim a minha angústia tornava-se insuportável!!!! Tinha medo de dizer às pessoas que andava muito aflita, porque toda a gente me dizia que eu era tola e que devia me acalmar porque podia estar a fazer mal ao meu bebé, mas não me perguntem porquê, eu tinha a certeza que tudo se iria repetir… por isso sofria em silêncio para não enfrentar olhares e comentários inquisidores!

E a Maternidade nunca mais me chamava... num dos meus ataques de pânico, porque deixava de sentir sintomas de gravidez, confidenciei a uma amiga e colega de trabalho que achava que o meu bebé já estava morto, e ela obrigou-me a ir às urgências, fomos... eu que morria de medo de fazer a eco… lá a fiz e apenas se via um saquinho, não dava para ver o embrião por estar de tão pouco tempo, passaram-me Uterogestan e mandaram-me voltar dali a 15 dias, para confirmar se a gravidez era evolutiva ou não. Ainda sem ser chamada para a 1.ª consulta, lá voltei às urgências como me mandaram e mais uma vez o medo da ecografia, mas “voilá”, ouvi o coraçãozito do meu bebé pela 1.ª vez, foi uma felicidade imensa, nem sei descrever o que senti, foi tão emocionante que chorei de alegria e voltei para casa mais confiante! Confiança essa que apenas durou uma noite, no dia seguinte, voltava tudo ao mesmo, o meu instinto de mãe gritava-me que iria perder o meu filho mais uma vez, era horrível e eu andava totalmente desgastada… Falei com o meu marido e disse-lhe que já não aguentava mais, não me importava de pagar fosse o que fosse, mas eu tinha que ser vista por um obstetra o mais rápido possível! No dia seguinte, dia 26/06/2005 fomos à consulta do Dr. Loureiro em Coimbra, médico brilhante diga-se de passagem, que na consulta me acalmou, me disse que as minhas hipóteses de voltar a sofrer um aborto eram iguais às de uma mulher que nunca o sofreu, que estava tudo bem comigo, que não havia razão nenhuma para voltar a acontecer! Fiquei mais calma e passámos à sala da ecografia, uns minutos após começar a eco, olhei para a cara do médico e percebi de imediato que tinha perdido o meu filho, tudo se repetia, mais uma vez sem qualquer sinal de que alguma coisa não estava bem, nem sangue, nem dores, nem nada... Desta vez chorei, desta vez tive a companhia do meu marido, chorámos os dois... e no dia seguinte fui internada para a expulsão, que tal como na 1.ª vez não aconteceu, novamente curetagem! Estranhamente, senti uma espécie de alívio, porque eu não andava bem, era impossível andar 9 meses naquele pânico, além de que o Dr. Loureiro me garantiu que não iríamos esperar por um 3.º aborto para fazer os exames de despistagem de algum problema, isso me descansou, porque o que eu mais temia era que houvesse algum problema que me impedisse de levar uma gravidez até ao fim! No final de Setembro e após ter feito todos os exames e mais algum, concluiu-se que não havia problema algum, poderia começar a tentar de novo de imediato, o que fiz! No dia 26/10/2005, fui a uma nova consulta do Dr. Loureiro, desta vez para confirmar nova gravidez!!!!! Mas desta vez muito mais controlada, porque tinha o resultado dos exames e porque tinha total confiança no meu médico que pacientemente me fazia ecografias de 15 em 15 dias devido à minha ansiedade, que tinha forçosamente de controlar!!! Pois bem, dessa gravidez muito sofrida, muito receosa, porque quem passa por estas experiências nunca mais consegue viver uma gravidez, tranquila, serena, cheia de paz e alegria como deveria ser, nasceu o João lindo de morrer, hoje com 26 meses cheios de saúde, e que é a luz do meu viver!!!! Por isso, também eu sou uma prova de que é possível se lutarmos sempre até ao fim, nunca desistirmos e sobretudo ter muita fé de que é sempre possível se acreditarmos com todas as nossas forças!!!!!

Este testemunho foi publicado num livro, juntamente com mais algumas dezenas idênticos para que se dê a conhecer o drama da perda gestacional que a Sociedade ainda desvaloriza... Sobrevive-se a isto, mas a gravidez nunca mais é olhada da mesma forma.

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publicado às 11:39


26 comentários

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De m-M a 17.09.2015 às 12:15

Estou aqui de coração acelerado e lagriminha no canto do olho.

És grande! És um exemplo. Uma inspiração.
Uma Mulher com M grande!

Beijinho grande
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De Quarentona a 17.09.2015 às 17:53

Oooohhh... não era essa a intenção...
No entanto, compreendo que comova, também eu me comovi imensamente com tudo isto, agora já aceito como natural tudo o que aconteceu. Nem imaginas a quantidade de mulheres que passam por isto...

Beijoca enorme
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De Palomina a 17.09.2015 às 12:46

Penso já ter lido algo por alto desse teu passado aqui, e também conseguiste com que eu chorasse. Porra!
Não é dificil pôr-me na tua situação, imaginar o que sentiste e o aperto que te acompanhou.
Sou mãe como sabes, felizmente nunca passei por isso...mas perdi dois irmãos bebés e ainda hoje vejo a dor dessa perda nos olhos da minha mãe.

Beijinho pra ti.
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De Quarentona a 17.09.2015 às 17:57

Oh porra! Nã chores, mulheri! Já passou
Eu sei que não é difícil para ti, tu também já passaste um bocado na tua vida...
É natural que vejas a dor nos olhos da tua mãe, é uma dor que não desaparece, simplesmente aprende-se a viver com ela!

Beijoca grande
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De suricate a 17.09.2015 às 13:46

Já me tinhas dito o que sofreste...nunca com este detalhe. Se já não tinha fome...agora foi-se de vez, engulo lágrimas...
As palavras não explicam meta-de daquilo que deve ter sido o teu sofrimento, mas o lado positivo é que também só explicam metade daquilo que deves sentir quando olhas hoje para o João.

A minha sogra perdeu um filho, embora tenha 5...falta-lhe aquele e isso ainda hoje se sente nela, há uma tristeza que não vai embora nunca mais.

Um beijinho para ti, um beijinho para ele...e que Deus vos proteja:)
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:05

Ora gaita, pá! Juro que não tinha a intenção de causar tanto transtorno... digo-te já que eu não passei nem um quinto que algumas Mulheres, que entretanto eu conheci devido a isto, passaram... essas sim, umas verdadeiras Guerreiras!!!
Mas sim, é impossível esquecer um filho que se sonhou, planeou e gerou, tenho os meus pertinho, no meu coração!

Beijoca enorme, Suri
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De PEQUENOS DELITOS RENOVADOS a 17.09.2015 às 14:03

És grande. És mãe. És mãe inclusive daqueles que perdeste.
Não os perdeste. Apenas Deus quis te dar a prova que ele existe e que deixou nascer uma pérola dentro da ostra que és.
Deus quis te emprestar duas vidas. Ele só empresta a quem merece!
E você aceitou a prova do empréstimo.
Depois pagou o empréstimo com juros... e mais juros. ÉS MÃE. ÉS DIGNA!!!
PS.: O texto é de uma intensidade absoluta. Impossível para a leitura.
Tocante. Emocionante.
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:08

Os nossos filhos nunca são nossos, são-nos sempre emprestados, também li isso algures e achei que continha uma verdade tão irrefutável que também me ajudou a aceitar melhor a partida deles...
Obrigada, PDR, tento ser a melhor mãe que posso e sei!

Beijinhos
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De Genny a 17.09.2015 às 15:36

Depois de um testemunho desta dimensão, só consigo deixar-te um grande e apertado abraço!
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:10

O abraço chegou, Genny, obrigada

Beijoca grande
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De Artemis a 17.09.2015 às 16:59

Isto da maternidade tem muito que se lhe diga...e nunca existirão palavras para descrever estes sentires tão únicos tão profundos. Sabes o quanto este assunto de ser mãe me é especial, e por isso o que te posso dizer é que tens de mim um imenso respeito e admiração...
Respeito pela tua dor e admiração pela tua luta...saíste vencedora e a prova disso é o teu filhote encantador...
BEIJO no porque é ai que tudo se vive
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:18

Obrigada, minha querida, sempre tão certeira nas palavras. É uma luta da qual me orgulho, sim! Sabes? O teu nome Artémis, foi o nome escolhido para uma Associação que presta apoio a mulheres e famílias que passam por uma situação de perda gestacional, fiz parte dos corpos sociais dela, durante algum tempo... ajudar outras mulheres também me ajudou a mim. Artémis, como deves saber, era a Deusa grega que para além de outras características, também era idolatrada como a Deusa do parto, daí a escolha

Beijo enorme
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De Mula a 17.09.2015 às 17:44

Não sei pelo que passaste, e espero de coração nunca saber pelo que passaste. Mas és sem dúvida uma grande inspiração. Mas o teu testemunho mostra muito mais do que uma mulher que precisava de ajuda e queria ser mãe, o teu discurso, demonstra como funciona o nosso serviço de saúde... Como temos tão bons profissionais (NOT... felizmente não são todos assim, mas ainda andam por aí muitos sacaninhas), sempre prontos a auxiliar uma mulher numa perda... como é possível tanta frieza de um técnico de saúde numa situação destas? como? Isto revolta-me... revolta-me tanto!

Mas o que importa, é que tens o teu João, que realizaste o teu sonho, e que com força, esperança e fé tudo se consegue! Parabéns!
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:30

Deixa-me dizer-te que nem foi tão mau assim... hoje é bem pior, Deus me livre ter que passar por isto agora, nos tempos que correm... sabes o que fazem? Dão uns comprimidinhos e mandam a mulher para casa fazer a expulsão do feto no "conforto do lar"... horrível!!! Eu fui internada, 2 vezes, nada tenho a dizer da forma como fui atendida, houve enfermeiros e médicos excecionais, com grande humanidade. Sobre a forma como me foi comunicada a 1.ª perda, também me chocou no início, (se bem que de tudo, foi o que menos me abalou...) mas depois de perceber a quantidade de abortos espontâneos que acontecem diariamente nas Maternidades, não há outra forma de lidar com isso... eles, os médicos, já estão tão habituados que é só mais um caso, estavam lixados se se condoessem com todas as perdas gestacionais, muito menos do tipo das minhas, que ocorreram antes das 8 semanas (eu nem barriga tinha ainda...), imagina aquelas em que se perde o bebé poucas semanas antes de nascer... conheço tantas e até casos de amigas minhas... isso sim, é muito complicado de gerir e tenho a certeza que não há nenhum médico no mundo que seja insensível ao comunicar uma perda dessas...

Obrigada, Bem-vinda e Beijinhos
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De Mula a 17.09.2015 às 18:43

Eu compreendo que para eles seja banal, mas acho que deveriam de ser mais sensíveis ainda assim. Não têm que sentir... só têm de ser mais cuidadosos na forma como falam com a mulher... acho que não é pedir muito. Eu dou, todos os dias, umas 30/40 vezes por dia, a mesma informação (onde se vendem selos), e digo a cada cliente como se fosse a primeira vez... E não sou paga para dar informações... eles são pagos bem o suficiente para serem mais cuidadosos... Mas sim, claro que há casos bem piores, mas um filho é um filho, seja na primeira semana ou na última, e uma pessoa não tem de viver as dores de uma outra pessoa, cada um vive a sua dor... Mas isto sou eu, que sou muito piegas, tenho noção que sou!

Obrigada
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De Quarentona a 17.09.2015 às 18:51

Tens razão, podiam ter um pouco mais de cuidado, sim... mas o que queres? Há calhaus com olhos em todo lado, até na medicina, impossível erradica-los da face da Terra, temos que os gramar e desvalorizar
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De Mula a 17.09.2015 às 19:13


É infeliz, mas é verdade!
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De Quarentona a 17.09.2015 às 21:51

Eheheheh ;)))
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De Savage a 18.09.2015 às 10:32

Li e reli... tornei a fazê-lo hoje... e continuo sem saber o que escrever...
Desculpa... existem momentos em que as palavras não saem, nem empurradas por um camião tir. Nem sei se haverá algo mais a acrescentar.
És grande miss Q. e eu admiro a tua grandeza de alma.
Beijinhos :)
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De Quarentona a 21.09.2015 às 10:00

Não há muito a acrescentar, são coisas da vida, temos que as aceitar e viver com elas!
Obrigada, minha querida
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De Momentos em Cápsulas a 18.09.2015 às 14:49

Eu já sabia, por um comentário que li teu num outro blogue, mas ler assim com estes pormenores ... dizer que fiquei emocionada é pouco. Não sou mãe, não consigo imaginar a dor imensa que será perder um filho, mas ler as tuas palavras deixou-me com um nó na garganta. Se haveria dúvidas, agora não há, és uma Mulher de M bem grande!
Beijinhos
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De Quarentona a 21.09.2015 às 10:04

Podia ter optado desistir e viver na dor, mas se o fizesse não tinha agora a felicidade de ver crescer um Ser que é o centro do meu Mundo! Sou uma mulher igual a tantas outras que aceitam as contingências da vida e seguem em frente, sem nunca esquecer o que ficou para trás.
Obrigada
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De marrocoseodestino a 20.09.2015 às 22:16

Já passaram anos que perdi o meu e se há alturas em que dói muito, outras penso "se não veio é porque não tinha de vir".
É a forma que tenho para não ser tão duro.
ao ler-te recordei o dia em que soube que estava grávida , recordei a ida do Miguel e da minha filha Rita ao meu emprego levar um enorme ramo de rosas, recordo a ida ao ginecologista (nós os 3) e a frase dele "não estou a gostar nada disto" quando me fazia a ecografia. O choque foi tão grande, a tristeza com que viemos para casa e todo o processo...faz parte do passado, ainda que mexa com os meus sentimentos.
Beijinho
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De Quarentona a 21.09.2015 às 10:06

Tu sabes do que falo, mexe sempre connosco, é impossível que não mexa, mas o importante é que não nos deixamos dominar pelas derrotas da vida, elas preparam-nos para tantas outras que ainda iremos enfrentar, faz parte!
Um beijo grande no teu coração

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